Raindrop: Pagan Poetry

Tag: poesias

Vida

by on Oct.04, 2010, under Textos

Minha vida é um livro,
Sem várias páginas, arrancadas, amassadas
Jogadas em alguma calçada no passado
Ou esquecidas em algum beco escuro

É uma coletânea de palavras inacabadas,
De sonhos não vividos,
De fatos jogados.

Como uma visita a uma livraria abandonada,
Guarda várias mentiras, várias verdades,
Majestosa em suas perguntas e respostas,
Trazendo poucas esperanças sem a coleção catalogada.

Minha vida é aqui dentro,
Onde só eu alcanço,
Onde só eu toco,
Onde só eu danço.

Onde só eu me encontro.

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Blank

by on Aug.22, 2010, under Textos

This is just an empty shell,
Where all is looks, sweet lies
Eye candy, dandy smell
Neon boards, flashing lights

This is a blank book about life
Devoid of words,  empty of meaning,
Sporting a nice leather cover,
Packed in a paper covered gift box

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Goodbye

by on Dec.02, 2009, under Textos

Alone once again
I watch the sunset,
with tears in my eyes
And in the distance the car goes by.

The end of a day
Comes in the flight of an osprey.
To the stars in the sky
I say goodnight.

And the knife cutting through my heart
Leaves me devoid of emotion
No strength left to cry
No will left to try

No songs left to sing
No smiles, no strings.
With no emotions inside,
I say goodbye.

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A Longa Caminhada

by on Nov.12, 2009, under Textos

E assim termina a longa caminhada
Depois de tantos anos, tanta história,
Tantos planos e idéias inacabadas,
Chegamos ao fim vazio da estrada

Podemos encher nossos pulmões de areia,
E fincar nossa bandeira no chão empoeirado
Orgulhosos de termos finalmente completado
A marcha sem precisar de ajuda alheia

Olhamos o sol se por atrás das dunas
E a escuridão rapidamente nos abraçar
Não lutamos – descansamos
E bebemos homenageando as sombras

Sonhos vendidos por poucas moedas
Corações trocados por efêmeros prazeres
Em algum lugar escolhemos o caminho errado
E assim termina a longa caminhada.

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Vaidade

by on Oct.29, 2009, under Textos

Vaidade
Da idade
Vã.

Idade das cidades
Das lojas, das modas
Dos carros e luzes.

Sombra da vaidade
espera o pincel quebrar
Frágil pincel que pinta o ego
Que atrás se esconde alma fácil, frágil.

Ah, a vaidade
Que aos poucos espalha o esmalte corrupto
E que aos nossos tolos olhos brilha
Amo-a!

Vaidade – vaidoso
Da idade – idoso
Vã – humanos.

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